Rejubilantes por finalmente terem quebrado o bloqueio para levar ajuda humanitária a Gaza, o vereador da cidade de Nova Iorque, Charles Barron, o parlamentar britânico e um dos organizadores do Viva Palestina US George Calloway e a ex-congressista Cynthia McKinney,dão uma conferência de imprensa em Gaza.Entoando "Viva! Viva! Palestina!" mais de 200 membros do “Viva Palestina US” entraram finalmente na Faixa de Gaza, na quarta-feira passada, depois de terem gasto cerca de 6 horas na fronteira Rafah processando a respectiva documentação.
Perante uma multidão de Gazanos, o parlamentar britânico George Galloway, declarou: "Estamos a dizer ao Presidente Obama, o mundo está olhando. A situação na Palestina é intolerável. Tem que parar isto. O que significa que tem de tomar medidas, porque as acções falam mais alto que as palavras.
"Estou realmente orgulhoso ao dizer que o “Viva Palestina US” ajudou a romper o cerco. Continuaremos a manifestar a nossa indignação ao mundo ... Vamos continuar a trazer comboios até que o cerco finalmente termine."
O cerco de Israel à Faixa de Gaza, que dura há mais de dois anos, tem mergulhado os cerca de 1,5 milhões de pessoas numa crise humanitária sem precedentes. E o ataque de Israel, que durou três semanas, ainda mais devastou a área, quando os militares bombardearam casas, escolas, mesquitas, hospitais e universidades. O ataque matou mais de 1.400 palestinos, causou mais de 5.300 feridos e deixou mais de 50.000 pessoas desabrigadas.
No terreno, um residente de Gaza disse que este comboio de ajuda humanitária, bem como outros como ele, são ferramentas essenciais não só na luta contra os efeitos do cerco, mas também para aumentar a sensibilização em todo o mundo sobre a situação dos palestinos que vivem sob ocupação israelita.
Os voluntários do “Viva Palestina US” passaram a noite na cidade de Gaza. Tendo na passada quinta-feira, reunido com vítimas da agressão de Israel antes de regressarem ao Cairo.
Este comboio de viaturas com ajuda humanitária que já tinha tentado entrar em Gaza em 11 de Julho, enfrentou muitos obstáculos, de acordo com Kevin Ovenden, director da “Viva Palestina US”.
A coluna de viaturas deixou o Cairo quarta-feira de manhã cedo, para fazer as 10 horas de caminho para Rafah. A coluna era composta por duas ambulâncias e 11 camiões carregados de medicamentos, mas deixou para trás equipamento e viaturas destinadas a hospitais e a ONG, no valor de centenas de milhares de dólares.
As autoridades egípcias recusaram permitir que os veículos entrassem em Gaza através da sua fronteira Rafah. Actualmente, essas viaturas e camiões estão em Alexandria, em lugar seguro.
Depois ele regressar de Gaza, Ovenden declarou que permaneceria no Egipto, durante vários dias, para tentar obter o despacho desses veículos.
Israel quer que os carros e camiões que se destinam a Gaza sejam transportados através de Israel, algo que o “Viva Palestina US” se recusa a fazer, disse Ovenden.
A “Viva Palestina terá em conta os anseios dos milhares de indivíduos e organizações que generosamente doou para o comboio, acrescentou.
"Estamos em falta com mais de metade (do comboio)," disse Galloway à multidão sobre essas viaturas. "Esses veículos são desesperadamente necessários. E estou aqui para dizer que eles serão entregues de uma maneira ou de outra".

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