sábado, 11 de Julho de 2009

Samieh Jabbarin, embora em prisão domiciliária, regressa a Jafa

A detenção de Samieh Jabbarin a 10 de Fevereiro de 2009

Desta vez estamos felizes em compartilhar algumas boas notícias: o director de teatro Samieh Jabbarin, cinco meses depois da sua detenção por participar numa manifestação política em Umm al Fahm, (ver o post: O caso do artista israelita Samieh Jabbarin), volta à sua residência, em Jafa, com as condições da sua prisão domiciliária significativamente melhoradas, embora a elas esteja sujeito até à próxima audiência do seu julgamento, agendado para Setembro próximo.

No tribunal de Hadera, em ocasiões anteriores, a juíza adiou a revisão do pedido de Samieh para aliviar as condições da sua detenção. Entre outras razões, expressou a sua insatisfação com o ruído criado em torno da sua detenção nos meios de comunicação.


A realização a 30 de Abril, de uma noite de solidariedade realizada no Tzavta Hall de Telavive, em que participaram inúmeros artistas israelitas e palestinianos, e a existência de uma petição online exigindo a sua libertação imediata e protestando contra a utilização da polícia como um instrumento político para silenciar todos os opositores do regime em Israel, que congregou muitos apoiantes da causa de Samieh em Israel e no exterior, começou a dar os seus frutos.

Samieh é acusado de agredir um oficial superior da Patrulha de Fronteiras, o que nega categoricamente, e nenhuma prova de que tal tenha acontecido foi apresentada até agora, apesar de câmaras da polícia terem registado a manifestação.

As tentativas de silenciar opositores do regime estão a aumentar, entre outras formas, através de iniciativas legislativas anti-democráticas e até aqui sem precedentes, bem como a utilização do aparelho de aplicação da lei penal para reprimir e suprimir a liberdade de expressão e de opinião.

Sob prisão domiciliária em Jafa, Samieh será capaz de retomar parcialmente o seu trabalho no Teatro Hebreu-Árabe.

Vamos persistir na nossa exigência de ilibar Samieh de todas as acusações e limitações e, com ele, continuar a trabalhar para a liberdade de expressão e de associação tanto para árabes como para judeus -direitos humanos fundamentais, pelo direito internacional, dos quais o Estado de Israel não está isento.

É inconcebível que o pensamento crítico e a resistência não-violenta possam ser punidos por acusações de violência, prisão e silenciamento massivo!

A nossa petição on-line continua a recolher apoios. Por isso se ainda não a subscreveu ainda o pode fazer e passar palavra junto dos seus contactos.


Ao subscrever a petição patrocinada pelo Comité de Solidariedade “Amigos de Samieh” irá passar a receber actualizações sobre o processo de Samieh e de futuras acções que o comité promova, quer referidas a ele, quer aos inúmeros outros detidos. [Existem mais 11.000 prisioneiros por motivos políticos – quer por actividades de resistência violenta, quer por mero delito de opinião, em Israel].

Link para a petição.

NB: Como a “caixa de diálogo” para subscrever esta acção de solidariedade está em hebraico, se não tiver uma ferramenta de tradução instalada no seu browser, pode seguir as seguintes indicações:

  • A primeira entrada é para o nome. (atenção só dá para 20 caracteres);
  • A segunda para localidade/País;
  • A terceira para o seu e-mail;
  • As duas seguintes para telefones com indicativos pré definidos e que não se aplicam a Portugal;
  • E a última para comentários.

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