quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Comissão Eleitoral anuncia os resultados finais sem alteração.

A Comissão Eleitoral de Israel acabou de contar os últimos votos para a eleição do 18.º Knesset.

Os resultados que não sofreram alterações, foram anunciados esta tarde, numa conferência de imprensa e são os seguintes:
  • Kadima: 28 mandatos [29 em 2006 (-1)];
  • Likud: 27 mandatos [12 em 2006 (+15)];
  • Ysrael Beiteinu: 15 mandatos [11 em 2006 (+4)];
  • Partido Trabalhista: 13 mandatos [19 em 2006 (-6)];
  • Shas: 11 mandatos [12 em 2006 (-1)];
  • United Torah Judaism: 5 mandatos [6 em 2006 (-1)];
  • Hadash: 4 mandatos [3 em 2006 (+1)];
  • United Arab List-Ta’al: 4 mandatos [4 em 2006 (0)];
  • National Union: 4 mandatos [9 em 2006 (-5)]; a)
    a) Esta coligação viu-se enfraquecida pela saída do Partido Nacional Religioso, do Tkuma e do Moledete, tendo perdido ainda vários dos seus membros, que formaram uma nova coligação The Jewish Home.
  • Habavit Hayehudi (The Jewish Home): 3 mandatos ( Em 2006 concorrera em coligação com a União Nacional);
  • Balad: 3 mandatos [3 em 2006 (0)];
  • Meretz: 3 mandatos [5 em 2006 (-2)];

Há a referir ainda o GIL ou “partido dos reformados” que em 2006 obtivera 6 mandatos e que nestas eleições não conseguiu obter nenhum.

Os líderes dos dois partidos mais votados Tzipi Livni e Benjamin Netanyahu apressaram-se, ambos, logo após terem sido conhecidos os primeiros resultados, a declarar vitória e de imediato iniciaram os contactos para constituir uma coligação.

No sistema eleitoral israelita, o presidente, neste caso, Shimon Peres, do Kadima, terá agora que nomear um dos líderes partidários para formar o novo governo.

Embora seja suposto que o presidente atribuía essa tarefa ao candidato vencedor, neste caso a Tzipi Livni, ele também deverá ouvir cada um dos partidos eleitos e assim concluir qual o candidato que terá maiores possibilidades de êxito na formação da coligação governamental.

Dados a estreita margem que separa Tzipi Livni e Benjamin Netanyahu, a composição do actual Knesset, que está mais organizado a direita e a anunciada recusa dos chamados partidos “árabes” de apoiarem o Kadima é provável que Shimon Peres se veja na contingência de atribuir essa tarefa, não à candidata vencedora mas a Benjamin Netanyahu.

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